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Jet ski Kawasaki de 1993 vira patinete elétrico de rua

Clássico jet ski stand-up da década de 90 é reinventado como scooter elétrica urbana, unindo customização criativa, mobilidade sustentável e nostalgia náutica.

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Um jet ski Kawasaki de 1993 foi transformado em um patinete elétrico capaz de atingir 35 km/h, em um projeto criativo liderado por wakesurfers dos EUA. A conversão preserva o design original da moto aquática e destaca a tendência crescente de eletrificação e customização de embarcações clássicas, que também ganha espaço no mercado náutico brasileiro.

Um jet ski stand-up Kawasaki de 1993 ganhou nova vida — mas longe da água. Dois wakesurfers profissionais norte-americanos, Tyler Stewart e Sam Studee, decidiram transformar a moto aquática clássica em um patineteelétrico capaz de rodar a 35 km/h pelas ruas. O projeto inusitado combina nostalgia náutica com mobilidade urbana e já acumula centenas de milhares de visualizações nas redes sociais.

A dupla, que comanda o canal ‘Motion Sickness’ no YouTube, documentou todo o processo de conversão. O resultado é um veículo híbrido que preserva a estética original do jet ski dos anos 90, mas funciona como uma scooter elétrica de alta performance.

Do casco à bateria: os desafios da conversão

A transformação exigiu intervenções precisas no casco de fibra de vidro. A primeira etapa envolveu cortes estratégicos para acomodar as rodas sem comprometer a estrutura original da embarcação. O maior desafio técnico, segundo os criadores, foi embutir a caixa de bateria no interior do casco.

Para isso, foi necessário ‘esculpir’ o compartimento interno de forma que o sistema elétrico ficasse totalmente protegido sob a fibra de vidro, mantendo a aparência externa intacta. Esse cuidado garantiu que o visual do jet ski permanecesse fiel ao modelo original de 1993.

Nos sistemas de controle, a solução foi criativa: o cabo do acelerador foi passado por dentro do eixo da bomba original do jet ski, enquanto o cabo de direção foi conectado diretamente ao braço de direção da moto aquática. Assim, o guidão manteve sua funcionalidade original, permitindo que o condutor pilote o veículo em pé, como em um jet stand-up tradicional.

Foto: Reprodução

Acabamento e identidade visual preservada

Os retoques finais incluíram a instalação de um para-lama que também funciona como plataforma de apoio, oferecendo estabilidade para o piloto durante a condução. A escolha não foi apenas funcional: o componente integra-se ao design sem descaracterizar a silhueta clássica do jet ski.

Para completar a customização, foram aplicados adesivos personalizados utilizando a fonte original da Kawasaki, reforçando a identidade visual do modelo dos anos 90. O cuidado com os detalhes estéticos mostra que o projeto não foi apenas uma experiência técnica, mas também uma homenagem ao design icônico da marca japonesa.

Antes de levar o jet-scooter para as ruas, a dupla testou o veículo na água, garantindo que todos os sistemas estavam funcionando corretamente.

Anderson, profissional que trabalhou diretamente com Tyler e Sam na transformação, brincou sobre o resultado: ‘Foi divertido. Eu curto esse tipo de coisa. Espero que vocês consigam um milhão de visualizações’.

Customização náutica: uma tendência crescente

O projeto dos wakesurfers norte-americanos se insere em um movimento mais amplo de customização e reaproveitamento de embarcações antigas. No Brasil, o mercado de restauração e modificação de jet skis e lanchas clássicas vem ganhando força, especialmente entre colecionadores e entusiastas que buscam preservar modelos icônicos.

Embarcações dos anos 90, como o Kawasaki stand-up utilizado no projeto, são cada vez mais valorizadas por representarem uma era específica do design náutico. Modelos dessa época costumam ter linhas mais agressivas e sistemas mecânicos mais simples, o que facilita intervenções customizadas.

Para quem possui jet skis antigos parados na garagem, projetos como esse mostram que há alternativas criativas além da venda ou descarte. A conversão para propulsão elétrica, inclusive, pode ser uma solução interessante para quem busca reduzir custos de manutenção e tornar o equipamento mais sustentável.

O que isso significa para o mercado náutico brasileiro

Embora o projeto tenha sido desenvolvido nos Estados Unidos, ele levanta questões relevantes para o mercado brasileiro. A eletrificação de embarcações é uma tendência global que começa a chegar ao país, com fabricantes e customizadores testando motores elétricos em jet skis, lanchas e até veleiros.

No Brasil, a legislação para veículos elétricos de mobilidade urbana ainda está em desenvolvimento, o que pode limitar projetos semelhantes ao jet-scooter nas ruas. No entanto, a conversão de motos aquáticas antigas para propulsão elétrica é tecnicamente viável e pode se tornar uma alternativa para proprietários que buscam modernizar seus equipamentos.

Para quem está avaliando a compra de jet skis usados, especialmente modelos clássicos dos anos 90, vale considerar o potencial de valorização desses equipamentos. Embarcações bem conservadas dessa época podem se tornar objetos de colecionador, além de servirem como base para projetos de customização que agregam valor e funcionalidade.

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