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Estaleiro de Santa Catarina restaura último barco a vapor do mundo

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O Estaleiro INC – Indústria Naval Catarinense, localizado em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi o responsável pela restauração completa do barco a vapor Benjamim Guimarães — considerado o último barco a vapor em operação no mundo.
Estaleiro de Santa Catarina restaura último barco a vapor do mundo
Foto: Ronan Rocha/INC/Reprodução


O Estaleiro INC – Indústria Naval Catarinense, localizado em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi o responsável pela restauração completa do barco a vapor Benjamim Guimarães — considerado o último barco a vapor em operação no mundo. A embarcação é um dos principais patrimônios históricos e culturais do estado de Minas Gerais.

A reinauguração do vapor ocorreu no dia 1º de junho, na cidade de Pirapora (MG), e contou com a presença de autoridades, incluindo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O evento celebrou a entrega de uma das mais importantes iniciativas de preservação da memória naval brasileira.

A obra de restauro foi viabilizada por meio de um projeto incluído no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com investimento de R$ 5,3 milhões. A iniciativa integra o Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias dos Rios São Francisco e Parnaíba, coordenado pelo governo federal.

Segundo o ministro Alexandre Silveira, o vapor é símbolo de Pirapora e representa a identidade histórica da região. “Por anos ficou abandonado nas margens do São Francisco, enquanto assistíamos à sua triste deterioração. Sua recuperação permitirá a retomada do turismo e da navegação na região”, afirmou.

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Foto: Reprodução Redes Sociais/ @inc.naval


Patrimônio histórico desde 1985

Estaleiro de Santa Catarina restaura último barco a vapor do mundo
Foto: Iphea/Minas Gerais

Construído em 1913 pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons, o Benjamim Guimarães foi projetado inicialmente para navegar no Rio Amazonas. A partir de 1920, passou a operar no Rio São Francisco, onde se mantém até hoje. Em 1985, a embarcação foi tombada como patrimônio estadual pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, com inscrição no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

Com capacidade para transportar até 140 pessoas, entre passageiros e tripulação, o vapor possui 43,85 metros de comprimento, 7,96 metros de largura e peso total superior a 243 toneladas. Sua propulsão é feita por uma roda de pás localizada na popa, acionada por uma máquina a vapor de 60 cavalos-vapor, alimentada por lenha — sistema que permite atingir velocidade máxima de até 6,5 nós.

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Foto: Reprodução Redes Sociais/ @inc.naval

 

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