Vem aí um espaço totalmente online para aprendizado náutico com especialistas de todo o Brasil. Fique Ligado!

Eco Local Brasil: transformação diária em prol da sustentabilidade

Resumo | Linha Fina do conteudo

Ver resumo
Eco Local Brasil: transformação diária em prol da sustentabilidade. Saiba mais sobre a história, projetos e eventos na praia da ONG!

Observar um problema e propor uma solução. Tais sensações que todos possuem quase diariamente, porém, são poucos aqueles que realmente executam às mudanças que tanto desejam. Filipe Oliveira foi uma dessas pessoas que transformou desconforto em resultado positivo para a sustentabilidade.

Tudo começou quando estudantes universitários, incluindo o próprio Filipe, surfavam em praias não habitadas em Florianópolis e perceberam o lixo acumulado na extensão da praia. Ao serem impactados com isso, realizaram uma ação ambiental para a limpeza da praia. Porém, após algumas semanas depois da ação toda a sujeira já tinha retornado. Foi então que o grupo entendeu que todos os resíduos vinham do mar e com isso nasceu a vontade de mudar essa realidade. Após esse evento, começaram a criar projetos para abraçar cada vez mais essa causa. Essa história completou duas décadas em 2022 e a luta continua com a mesma firmeza e atenção como na época em que amigos surfistas decidiram mudar o rumo de um problema ambiental.

A ONG atualmente está localizada em Barra Velha, Santa Catarina, mas possui atuação em quatro estados, como:  Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Além disso, eles realizam outros projetos com parceiros em Fernando de Noronha e no Rio Grande do Norte.

A Eco Local Brasil atua com três vertentes. A primeira é com educação ambiental nas escolas, um projeto inteiramente voluntário e que atende de cinco a sete mil alunos por ano. A segunda vertente diz a respeito dos mutirões colaborativos com conscientização ambiental, os quais são realizadas cerca de 300 ações ao longo do ano. E junto ao mutirão, a ONG possui um segmento que são ações operacionais em áreas não habitadas, o que contribui para a limpeza de áreas e diminuição de impacto à natureza. Já a terceira vertente da Eco Local Brasil é o gerenciamento de resíduos. Segundo Filipe, coordenador da Eco Local, ela é a única ONG que criou seu próprio processo de descarte de resíduos, ou seja, outros trabalhos ambientais deixam o material com cooperativas, já a Eco Local criou a sua própria cooperativa para o processo.

Atualmente quem mantém a Eco Local Brasil é uma empresa chamada Eco Local Sustentabilidade. Sua especialidade é o gerenciamento e a transformação de resíduos em novos produtos. Dessa forma acontece a receita para auxiliar na realização das atividades e serviços executados pela ONG.

Mais de 130.000.000 quilos de resíduos retirados das praias até hoje.

Um de seus projetos chama Projeto Quilhas que foi idealizado por eles em 2020. O intuito é distribuir quilhas (itens responsáveis por proporcionar velocidade e estabilidade no surfe) feitas com rede de pesca para vários projetos comunitários ligados ao surfe. Além disso, também existe o Projeto Pé na Estrada Praia Limpa, em que ocorre a limpeza de praias e doação de brinquedos feitos com o lixo retirado das praias, ação que beneficia crianças e impacta de forma positiva na comunidade.

“A Eco Local Brasil tem um trabalho específico com resíduos de praia, de faixa de areia, e restinga. Também temos a operação que é em áreas não habitadas, então impactamos a comunidade com a questão da conscientização para a poluição marinha. Esse é o nosso trabalho de transformar resíduo em produto, não aplicamos ele, por exemplo, em um bairro ou cidade, não trabalhamos com reciclagem. Nós trabalhamos com projetos dirigidos ligado a resíduos”, ressaltou Filipe, coordenador da Eco Local Brasil.

A respeito do questionamento sobre se o impacto ambiental aumentou ou diminuiu, Filipe é enfático em dizer que depende. “Tem pessoas que demonizam o plástico, mas ele é importante para o nosso dia a dia. E desde um computador, de um mouse, de um painel de um carro, de um botão para acender a luz, tudo isso é plástico. O problema é que não temos informação correta quanto ao descarte e esse problema não vem só pela questão da informação, ele é um problema político, ele é um problema cultural. Nunca se teve nenhum tipo de incentivo para que isso acontecesse”, enfatizou.

E com uma iniciativa tomada há 20 anos, hoje nada compensa a transformação diária em impactar o meio ambiente e cada pessoa envolvida. Para eles, os momentos especiais são fáceis de sentir. O momento em que foi possível tirar toneladas de lixo de um mesmo lugar. Ações em que enxergava o empenho de cada criança ao sentir a importância do projeto. “Eu acho muito legal falar sempre sobre isso porque a partir do momento em que nós entramos no piloto automático é sinal de que alguma coisa está errada.  Então em cada atividade nós fazemos uma preparação toda diferenciada e nos empolgamos antes de ir para a atividade, o que é muito legal. O nosso combustível é esse”, concluiu Filipe.

 

Primeira linha de produtos Chillibeans criada com resíduos dos oceanos coletados por ações ambientais realizadas pela ONG Eco Local Brasil.

 

Se interessou pelas ações e projetos promovidos pela Eco Local Brasil?

Acompanhe a agenda pelo site e redes sociais para se tornar um voluntário.

Site   /    Instagram

 

Matéria veiculada na 4ª edição da revista A Arte de Navegar. 

Confira outras Noticias relacionadas

CN Notícias e Nautinews firmam parceria para ampliar notícias do setor náutico brasileiro

Parceria prevê compartilhamento de conteúdos e aproxima mercados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, ampliando a circulação de informações sobre a indústria e o mercado náutico no Brasil.

Museu do Mar Aleixo Belov representa o Brasil em congresso internacional na Austrália

Museu do Mar Aleixo Belov leva a experiência brasileira de gestão, cultura oceânica e preservação da história marítima ao principal encontro internacional de museus ligados ao mar.

Ross Mariner chega ao São Paulo Boat Show 2026 com novos modelos e expansão da produção

Estaleiro apresenta a SLR340 Legend pela primeira vez em São Paulo, nova configuração da SLR260 Fusion e antecipa detalhes da SLR350 Sirius.

Coral 26 ganha nova configuração e chega ao São Paulo Boat Show 2026 com tecnologia de joystick

Modelo de 26 pés recebe motorização Yamaha de 200 hp e sistema Helm Master EX, trazendo uma nova experiência de condução para uma das lanchas mais conhecidas da Lanchas Coral.

Sessa Marine destaca evolução da linha Flybridge no São Paulo Boat Show 2026

F42 e F48 chegam com atualizações de design, tecnologia, materiais e configuração, ao lado dos modelos C40 e C44 da linha Cruiser.