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Afinal, o que é considerado alto-mar?

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O que é considerado alto-mar? Entenda onde começam as águas internacionais, quais são as regras que as regem e como o novo Tratado do Alto-Mar busca proteger esse patrimônio comum da humanidade.

Afinal, o que é considerado alto-mar?

Quando se fala em alto-mar, muita gente imagina apenas o oceano aberto, longe da vista da costa. Mas o termo tem um significado jurídico e geográfico bem definido — e desempenha um papel essencial tanto para a navegação internacional quanto para a preservação dos oceanos.


Onde começa o alto-mar

Onde começa o alto-mar

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), o alto-mar começa além das 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) a partir da linha de base de cada país. Essa faixa de 200 milhas é chamada de Zona Econômica Exclusiva (ZEE) — área na qual o Estado costeiro tem o direito de explorar e gerenciar recursos naturais, como pesca e petróleo.

Tudo o que está além dessa fronteira invisível pertence a todos e a ninguém ao mesmo tempo. O alto-mar não está sob a jurisdição de nenhum país, sendo considerado patrimônio comum da humanidade.


Liberdades e responsabilidades no alto-mar

Afinal, o que é considerado alto-mar? Liberdades e responsabilidades no alto-mar

Por não ter dono, o alto-mar é regido por um princípio fundamental: o da liberdade de uso, desde que voltado para fins pacíficos e sustentáveis. Entre as principais liberdades garantidas pelo direito internacional estão:

  • Navegação: embarcações de qualquer bandeira podem transitar livremente;
  • Sobrevoo: aviões podem cruzar o espaço aéreo sobre o alto-mar sem restrições;
  • Posicionamento de cabos e dutos submarinos, como os de telecomunicações;
  • Pesca e pesquisa científica, desde que sigam normas de conservação e não causem danos ambientais.


No entanto, essas liberdades vêm acompanhadas de responsabilidades ambientais. Por isso, o tema ganhou destaque com a aprovação do Tratado do Alto-Mar, um acordo global voltado à proteção da biodiversidade marinha e ao uso sustentável dos recursos das águas internacionais.


Um território sem fronteiras — e com desafios

alto-mar cobre cerca de 64% da superfície dos oceanos e quase metade do planeta

O alto-mar cobre cerca de 64% da superfície dos oceanos e quase metade do planeta. Essa imensidão abriga ecossistemas pouco explorados, espécies ainda desconhecidas e rotas marítimas fundamentais para o comércio global.

Mas a falta de uma autoridade central torna a fiscalização e a conservação dessas áreas um grande desafio. O crescimento da pesca industrial, a poluição por plásticos e as mudanças climáticas ameaçam o equilíbrio desse ambiente — o que torna a cooperação internacional cada vez mais urgente.


Por que o alto-mar importa para quem navega

Para muitos, o alto-mar representa liberdade e conexão com a natureza em sua forma mais pura. Mas também exige respeito às normas internacionais de segurança e meio ambiente, como as convenções da Organização Marítima Internacional (IMO). 

Com a expansão do turismo náutico e a popularização de embarcações capazes de cruzar grandes distâncias, compreender o que é o alto-mar — e como ele é regulado — é essencial para navegar com responsabilidade e consciência ambiental. 

 

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