O desaparecimento do submarino que estava em uma expedição aos destroços do Titanic tem causado preocupação e mobilização das equipes de resgate. A embarcação, pertencente à operadora de turismo OceanGate, perdeu contato com a superfície após aproximadamente uma hora e 45 minutos de descida.

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O submarino chamado Titan, com capacidade para até cinco pessoas, é feito de fibra de carbono e titânio, pesando mais de 10 toneladas. Ele é guiado por um joystick semelhante a um controle de videogame. O submarino se move a uma velocidade de 3 nós (5,5 km/h) e é impulsionado por quatro propulsores Innerspace 1002. Segundo a empresa, o Titan já realizou mais de 50 testes de mergulho, inclusive a uma profundidade equivalente à dos destroços do Titanic.
Já dentro da cápsula principal do Titan, as cinco pessoas podem ter uma visão de quase 180° para o lado de fora, e três monitores vão checando o status do equipamento e dos tripulantes. O submarino tem 6,5 metros de comprimento por 3 metros de largura.

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Com relação à duração da expedição, a quantidade de oxigênio disponível era suficiente para permitir que as cinco pessoas a bordo viajassem por até quatro dias. No entanto, as equipes de resgate têm um limite de tempo para encontrá-los, pois estimam que o submarino tenha entre 70 e 96 horas de oxigênio de emergência restante.
A busca pelo submarino está sendo conduzida tanto na superfície quanto de forma submersa. A Guarda Costeira dos Estados Unidos e do Canadá estão coordenando os esforços, utilizando aeronaves, boias de sonar e tecnologia de sonar para detectar qualquer sinal que possa levar à localização do submarino desaparecido.
A expedição aos destroços do Titanic oferecida pela OceanGate é uma experiência exclusiva e cara, com um custo de US$ 250 mil por pessoa (cerca de 1,2 milhão de reais).
Os destroços do Titanic estão localizados a cerca de 700 km ao sul de St. John's, Newfoundland, no Canadá, mas a missão de resgate é liderada a partir de Boston, Massachusetts, nos Estados Unidos.
Quem são os passageiros a bordo do submarino Titan?
Além do piloto que não teve a identidade divulgada, estavam presentes:
Shahzada Dawood, empresário paquistanês;
Suleman Dawood, filho do empresário paquistanês;
Hamish Harding, um bilionário empresário e explorador britânico;
Paul-Henry Nargeolet, ex-comandante da Marinha Francesa e principal especialista no naufrágio do Titanic.

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Submarino já tinha perdido contato ano passado com equipe de TV
Em novembro de 2022, a equipe da CBS fez uma reportagem durante uma expedição com o submarino até os destroços do Titanic. O jornalista responsável pela matéria, David Pogue, relatou que houve falhas de comunicação e que o veículo parecia amador em sua operação. Ele também disse que é impossível para as pessoas que estão dentro da nave escapar sem ajuda externa.
Durante uma entrevista à BBC, Pogue forneceu mais detalhes sobre o submarino Titan da OceanGate. Segundo ele, os passageiros ficam "selados" dentro da cápsula principal, que é fixada por vários parafusos externos que precisam ser removidos por uma equipe externa. Ele expressou preocupação com o fato de que nenhum dos sete mecanismos de emersão da embarcação parecia ter funcionado.

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Para Pogue, a capacidade de emergir do submarino seria anulada se ele ficasse preso ou se houvesse algum vazamento. Ele destacou a ausência de um backup ou cápsula de escape, afirmando que "é chegar à superfície ou morrer". Além disso, a falta de funcionamento do GPS e do rádio subaquático dificulta ainda mais a comunicação com a embarcação.
Pogue mencionou que durante sua participação em uma expedição no ano anterior, o submarino Titan já havia se perdido por aproximadamente três horas. Ele compartilhou suas hesitações em embarcar na embarcação devido a alguns componentes que pareciam "meio improvisados", como o controle do submarino semelhante ao de um videogame e o uso de tubos de construção abandonados como parte do lastro.
Apesar das preocupações iniciais, Pogue relatou que o inventor e CEO da OceanGate, Stockton Rush, afirmou que a cápsula principal feita de fibra de carbono foi co-projetada com a NASA e a Universidade de Washington, garantindo sua robustez.
Submarino ou submergível?
Submersíveis e submarinos são embarcações subaquáticas com algumas diferenças significativas. Embora possam ser confundidos devido às semelhanças, eles possuem características distintas.
Um submersível não é um veículo autônomo e depende de um navio de superfície para orientar sua viagem remotamente. Geralmente, ele é transportado por um navio mãe e lançado no local de mergulho por meio de uma plataforma de apoio submersa. Essa plataforma fica a cerca de 10 metros abaixo da superfície e permite que o submersível desça e retorne com segurança. Após cada mergulho, o submersível retorna à plataforma de apoio para acoplar e ser recuperado pelo navio mãe. Essa abordagem oferece uma plataforma estável para embarque e desembarque dos tripulantes.
Por outro lado, um submarino é um veículo autônomo capaz de operar independentemente por longos períodos de tempo submerso. Ele tem capacidade de permanecer submerso por meses, realizando viagens de longa duração. Ao contrário dos submersíveis, os submarinos são maiores e podem cobrir grandes distâncias em velocidades mais elevadas. Além disso, eles possuem sistemas de suporte de vida mais avançados, permitindo que a tripulação permaneça a bordo por períodos prolongados.
É importante ressaltar que a OceanGate, responsável pelo Titan, opera submersíveis e não submarinos. Seus submersíveis são projetados para fins específicos, como exploração de naufrágios e pesquisa subaquática, enquanto os submarinos têm uma ampla gama de aplicações militares, científicas e comerciais.

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Sobre o Titanic
O naufrágio do Titanic é uma das tragédias mais famosas da história marítima. Conhecido como o maior navio de sua época, o Titanic colidiu com um iceberg em sua viagem inaugural de Southampton a Nova York, em 1912. O desastre resultou na perda de mais de 1,5 mil vidas, entre passageiros e tripulantes dos 2,2 mil a bordo.
Desde sua descoberta em 1985, os destroços do Titanic têm sido objeto de exploração e estudos minuciosos. A localização do naufrágio, a aproximadamente 700 km ao sul de St. John's, Newfoundland, no Canadá, desperta grande interesse e fascínio. Pesquisadores, cientistas e aventureiros têm se dedicado a explorar e mapear a área, em busca de informações e vestígios que possam fornecer insights sobre a tragédia e sua história.
Essa busca contínua por conhecimento e exploração dos destroços tem revelado novos detalhes sobre o Titanic ao longo dos anos. Desde a descoberta dos destroços, diversos objetos e artefatos foram recuperados e preservados, proporcionando uma visão mais clara da vida a bordo e das circunstâncias do naufrágio.
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