A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, está avançando em sua estratégia de descarbonização ao anunciar o início das operações do primeiro navio porta-contêineres movido a metanol verde. Essa conquista representa um marco importante no setor marítimo, uma vez que o navio é equipado com um motor duplo combustível, capaz de operar tanto com metanol verde como com combustível convencional.

Ilustração Maersk
Essa inovação foi resultado de uma parceria entre a MAN Energy Solutions, a Hyundai Engine and Machinery, a Hyundai Mipo e a Maersk. Juntas, essas empresas desenvolveram a configuração de propulsão movida a metanol para a embarcação. O motor principal foi fornecido pela Hyundai Engine and Machinery, enquanto o motor auxiliar foi fornecido pela Himsen.
A utilização do metanol verde como combustível é um passo significativo rumo à redução das emissões de carbono na indústria naval. O metanol verde é produzido a partir de fontes renováveis, como biomassa ou energia eólica, o que o torna uma alternativa mais sustentável em comparação aos combustíveis fósseis tradicionais.
Paulo Albuquerque, CEO do evento Navall Show, destaca a importância dessa mudança e acredita que veremos cada vez mais notícias como essa, com empresas brasileiras listadas no texto. Ele também enfatiza o papel essencial que a Navall Show desempenhará nessa transformação, oferecendo um espaço para exposição e discussão das últimas inovações em tecnologias e práticas sustentáveis para o setor naval. A Navall Show acontece em Itajaí (SC) no próximo ano.
Viagem
A Maersk já realizou uma viagem com o primeiro navio porta-contêineres do mundo movido a metanol verde. Com 172 metros de comprimento e capacidade para transportar 2.100 TEUs, esse navio está preparado para percorrer uma distância de mais de 21.500 km, da Coreia do Sul à Dinamarca.
Com uma velocidade de 17,4 nós, o navio movido a metanol verde demonstrará sua eficiência e desempenho durante essa jornada histórica. Além disso, a Maersk está se preparando para receber uma frota de novos e grandes navios movidos a motores bicombustíveis a partir de 2024.





