Destroços encontrados nas buscas ao submarino Titan revelam implosão e morte dos tripulantes

A Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (22) uma descoberta trágica nas operações de busca pelo submarino Titan, que desapareceu durante uma expedição aos restos do Titanic. Destroços foram encontrados na região próxima ao local onde as equipes de resgate realizavam as buscas, confirmando a ocorrência de uma "implosão catastrófica". Infelizmente, as autoridades confirmaram que todos os cinco ocupantes a bordo do submarino perderam a vida. A OceanGate, a empresa do submarino, afirmou em um comunicado que todos os passageiros tinham morrido, pouco antes da coletiva de imprensa.
A descoberta dos destroços foi feita por uma sonda não tripulada nas áreas de busca próximas ao Titanic, revelando que a cabine de pressão do submarino foi perdida, indicando uma implosão violenta. Os destroços encontrados incluem um cone frontal, um pedaço da parte dianteira e outro da parte traseira da cabine. Os especialistas dos Estados Unidos e do Canadá estão analisando esses destroços para determinar as causas da implosão e sua relação com o desaparecimento do submersível.

As buscas pelo submarino Titan foram conduzidas intensivamente desde seu desaparecimento. Apesar dos esforços das equipes de resgate, a Guarda Costeira estimou que o submersível poderia ter ficado sem oxigênio, levando à preocupação com a sobrevivência dos ocupantes. Pelas estimativas, se o submarino ainda estivesse inteiro na manhã desta quinta-feira, o oxigênio no interior da embarcação teria acabado por volta das 6h (horário de Brasília).
Segundo as equipes, os ruídos captados pelas equipes de busca nos últimos dias não estavam relacionados ao submersível desaparecido. O barulho gerado pela implosão, que provavelmente foi intenso, não foi detectado pelos navios e sonares envolvidos na operação de resgate, sugerindo que a implosão ocorreu antes do início da busca.
As vítimas são identificadas como o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, que também era o piloto do submarino; o empresário paquistanês Shahzada Dawood; seu filho Suleman Dawood; o bilionário e explorador britânico Hamish Harding; e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista do Titanic.
O local onde ocorreu a implosão do submersível é considerado inóspito pelas autoridades, tornando incerta a possibilidade de busca pelos corpos das vítimas. As equipes de resgate continuarão a avaliar a situação e a coordenar esforços para entender as circunstâncias que levaram à tragédia.
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