
O apresentador do programa Embarcando e marinheiro, Gean Schneider, foi convidado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville (CBVJ) para ministrar uma palestra voltada à capacitação da equipe de resgate aquático da corporação. Reconhecido por sua experiência no setor, Gean destacou a importância da familiarização dos bombeiros com termos técnicos, funcionamento das embarcações e noções de navegação.
“Expliquei desde conceitos básicos, como a nomenclatura correta das partes de uma embarcação até aspectos fundamentais como balizamento, ancoragem, leitura de tábuas de maré e previsão do tempo. São conhecimentos que fazem diferença no dia a dia de quem atua em situações de resgate em rios, lagos ou no mar”, afirmou.
Fundado em 1892, o CBVJ é referência nacional em operações de resgate, com equipes especializadas, embarcações próprias e um histórico de preparo técnico contínuo.
Atuação no resgate aquático
Entre os responsáveis por esse trabalho está o subchefe Kleison Vital, com 20 anos de atuação no CBVJ. Ele iniciou no programa Bombeiro Mirim aos 10 anos de idade, e desde os 18 integra oficialmente a corporação. Hoje, lidera parte da equipe de busca e salvamento aquático, que reúne cerca de 60 integrantes, além de 16 em formação.
Segundo Kleison, o ingresso como bombeiro voluntário exige um processo seletivo criterioso. O candidato passa por provas físicas e escritas, além de um curso de preparação que pode durar de três a oito meses. Durante esse período, os voluntários recebem instruções em combate a incêndio, primeiros socorros, resgate veicular, operações em altura e técnicas básicas de salvamento aquático.
“Depois do estágio obrigatório, o bombeiro pode optar por especializações dentro da instituição. No caso do resgate aquático, o curso exige mais de 70 horas de capacitação e estágio supervisionado. É nesse momento que o conhecimento náutico, como o apresentado pelo Gean, se torna fundamental para aprimorar nossa atuação em embarcações, alagamentos e corredeiras”, explicou Kleison.
Principais ocorrências e desafios
As ocorrências mais frequentes atendidas pelo grupo envolvem afogamentos e situações de risco durante atividades de lazer, muitas vezes relacionadas à imprudência. Entre os fatores mais comuns estão mergulhos em locais inadequados, consumo de bebida alcoólica na água e excesso de confiança de banhistas.
Além disso, a equipe atua em alagamentos, enchentes e em casos de apoio a embarcações em dificuldade. A integração com instituições como Exército, Marinha e Defesa Civil também é parte da rotina, fortalecendo os treinamentos conjuntos e a resposta rápida em situações de emergência.
Parceria com a comunidade
O CBVJ mantém ainda ações preventivas voltadas à população, como o projeto PIAVA, que realiza campanhas educativas com orientações sobre riscos em rios e cuidados durante o período de maior movimento nas águas.
Para Gean Schneider, a soma entre capacitação técnica e conhecimento náutico amplia a eficiência das operações: “É um orgulho poder contribuir com esses profissionais que se dedicam a salvar vidas. O mar e os rios exigem respeito, e quanto mais preparados estivermos, mais seguras serão as nossas águas”, destacou.
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