Estreante na principal competição de vela do mundo, o Mubadala Brazil SailGP Team vem chamando atenção não apenas pelas manobras arrojadas e tecnologia de ponta de seus barcos, mas também pelo compromisso com impacto social e ambiental. Em parceria com a organização Nas Marés, a equipe promove o projeto “Velejando com Sentido”, que leva pessoas com deficiência para uma experiência inédita de acessibilidade em alto-mar, reforçando que excelência esportiva e responsabilidade podem – e devem – navegar lado a lado.
Na segunda fase da Impact League — competição paralela ao SailGP que valoriza iniciativas socioambientais dos times —, o Mubadala Brazil SailGP Team mergulha em mais uma ação que conecta esporte, inclusão e educação ambiental. O projeto “Velejando com Sentido” oferece uma vivência completa e acessível a pessoas com deficiências visuais e auditivas, com clínicas de treinamento e uma expedição ao Monumento Natural das Ilhas Cagarras (RJ), utilizando tecnologias e práticas inclusivas.
O programa do projeto acontece em três fases. A primeira consistiu em encontros virtuais que discutiram temas como esporte como transformação social, inclusão e vela adaptada, reunindo cerca de 200 inscritos e personalidades como Fernando Fernandes, Felipe Kizu, Lars Grael e Juliana Senfft. Na segunda fase, entre os dias 13 e 15 de junho, oito pessoas com deficiências visuais e auditivas participaram de clínicas práticas e teóricas na Marina da Glória (Rio de Janeiro), desenvolvendo habilidades para a vela adaptada com apoio da Marinha do Brasil. Por fim, a terceira fase, realizada em 16 de junho, levou os participantes a uma expedição ao Monumento Natural das Ilhas Cagarras, área protegida reconhecida internacionalmente pela sua biodiversidade.
A expedição contou com recursos tecnológicos e acessíveis, como hidrofones que captam os sons dos animais marinhos, incluindo baleias, além de objetos táteis que ampliam a percepção para pessoas com deficiência visual. Todos os materiais informativos foram disponibilizados em formatos que atendem à deficiência auditiva, com intérpretes de Libras acompanhando o grupo.
Para a capitã do Mubadala Brazil SailGP Team, Martine Grael, essas ações reforçam o papel social do esporte de alta performance:
“Queremos mostrar o quanto podemos contribuir para um mundo mais sustentável e inclusivo. Essa experiência desperta sentimentos de pertencimento, confiança, trabalho em equipe e conexão com a natureza.”
Juliana Poncioni Mota, fundadora e CEO da Nas Marés, reforça a visão da organização: “Acreditamos que velejar é, antes de tudo, se encantar com a natureza e sentir a conexão profunda com o oceano. Com o projeto Velejando com Sentido, queremos que cada pessoa se sinta parte desse todo, inspirando relações mais acessíveis e transformadoras com o oceano.”
Além do foco em inclusão, o Mubadala Brazil SailGP Team tem se destacado na Impact League por suas ações ambientais. Na primeira etapa da competição paralela, a equipe venceu a The Race to Zero Waste ao liderar um projeto de coleta de mais de 4 toneladas de lixo na Ilha de Pombeba, na Baía de Guanabara, envolvendo voluntários, pesquisadores e pescadores locais.





