As rajadas de ventos atingiram 151 km/h.

Foto: Arquivo Pessoal/Orvando da Silva – Divulgação: G1
Após o temporal que atingiu a Baixada Santista na tarde da última sexta-feira (3), embarcações foram encontrados encalhados na Praia do Indaiá, em Bertioga, litoral de São Paulo. As imagens, obtidas pelo portal G1, mostram pelo menos um iate e uma moto aquática na faixa de areia.
O comerciante local, Orvando da Silva, de 64 anos, registrou as cenas durante o auge da tempestade. "Arrancou a parte de cima do meu trailer. Quando passou o vento, consegui engatá-lo no carro e levá-lo para um local seguro, mas foi então que vi as embarcações à deriva", explicou Orvando. Segundo ele, eram três lanchas, incluindo uma grande, e pelo menos uma moto aquática, todas encalhadas na praia. Há suspeitas de que a embarcação tenha se soltado da âncora, devido a força do vento.
As imagens também revelam destroços na praia, incluindo almofadas e outros objetos que foram arrastados pela força das águas. O temporal causou estragos por toda a região, derrubando árvores, arrancando telhados e até mesmo provocando o desabamento do teto de um shopping em Praia Grande. Além disso, um hospital em Guarujá precisou transferir pacientes devido a um curto-circuito no transformador.
O temporal da Baixada Santista foi um furacão?
Apesar dos rumores iniciais, a Defesa Civil de São Paulo desmentiu qualquer informação sobre um furacão atingindo a região.
Apesar da escala Saffir-Simpson considerar nível 1 de furacão ventos com velocidade entre 119 e 153 km, outros fatores são necessários além da velocidade dos ventos para a definição de furacão. Ciclones podem dar origem a furacões, mas eles se formam especialmente no Atlântico Norte e no leste do Pacífico Norte. Desta forma, a intensidade das rajadas de vento pode ser justificada pelo choque de massas de ar com a chegada da frente fria do sul, nesse caso, do Rio Grande do Sul.





