A Colômbia anunciou no último mês, que planeja recuperar um tesouro no naufrágio do espanhol San José, ocorrido em 1708. Conhecida como o “Santo Graal dos naufrágios”, a carga é avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 97 bilhões) e é composta por moedas de ouro e prata, esmeraldas e artefatos históricos. Os itens serão recuperados por robôs e submarinos e analisados pela Marinha, posteriormente.

Foto: Presidência da Colômbia / AFP
Em defesa à iniciativa, o ministro da Cultura da Colômbia, Juan David Correa, afirmou que a operação se trata de uma expedição científica ao navio afundado no mar do Caribe há mais de três séculos. As primeiras tentativas tomarão palco entre abril e maio de 2024, caso as condições das águas da região estejam favoráveis.
Um dos objetivos do país é se tornar um país na vanguarda da investigação arqueológica subaquática.
Tal empreitada reacende um desconforto com outros países como Estados Unidos e Espanha, além de ir contra orientações prévias da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação).
Navio
O galeão San José afundou há mais de 300 anos após uma batalha com navios britânicos. O navio tinha três andares e 64 canhões e foi localizado apenas em 2015. Logo após sua descoberta, disputas diplomáticas e legais entre os Estados Unidos, Colômbia e Espanha já começaram com intervenção da Unesco.

Pintura que retrata a explosão do galeão San José – Licença Creative Commons via Wikimedia Commons
Permitir a exploração comercial do patrimônio cultural da Colômbia vai contra os melhores padrões científicos e princípios éticos internacionais, tal como estabelecidos especialmente na Convenção do Patrimônio Cultural Subaquático da UNESCO”, dizia o comunicado.
Neste momento, a informação precisa sobre sua posição é mantida em sigilo governamental, no entanto, é correto afirmar que a embarcação naufragou nas proximidades da península colombiana de Baru, ao sul de Cartagena, nas águas do Mar do Caribe.





