Diante da expectativa de receber cerca de 50 mil participantes durante a COP 30 — Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas — o governo federal adotou uma solução alternativa para reforçar a rede de hospedagem em Belém (PA): a contratação de dois navios de cruzeiro, que funcionarão como hotéis flutuantes temporários.
Por que os navios foram contratados para a COP 30?
As embarcações MSC Seaview e Costa Diadema oferecerão, juntas, aproximadamente 3.900 cabines, com capacidade total de até 6 mil leitos. Os navios ficarão atracados no Terminal Portuário de Outeiro, a cerca de 20 quilômetros do Parque da Cidade, principal local da conferência climática da ONU.
O terminal está sendo reformado com investimento de R$180 milhões, garantindo a estrutura necessária para receber os participantes do maior evento climático do mundo.
Quanto será investido na hospedagem flutuante da COP 30?
O investimento total estimado para a operação dos navios é de até R$263 milhões. Deste valor, até R$259 milhões podem ser utilizados como garantia pública, caso as cabines não sejam totalmente ocupadas — uma espécie de seguro para cobrir riscos operacionais.
Quem poderá se hospedar nos navios e quanto custará?
As acomodações serão oferecidas por etapas. Na primeira fase, 98 países em desenvolvimento e insulares terão prioridade de reserva, com diárias de até US$220 (cerca de R$1.200). Em seguida, as demais nações poderão reservar hospedagem por até US$600 (aproximadamente R$3.300 por diária).
A negociação está sendo mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Secretaria Extraordinária da COP 30 e a Embratur.
Outras medidas para ampliar a hospedagem em Belém
Além da contratação dos navios, outras ações estão em andamento para suprir a demanda por hospedagem na capital paraense:
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Lançamento de uma plataforma oficial de hospedagem da COP 30, com hotéis, imóveis por temporada e cabines dos cruzeiros.
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Parcerias com plataformas como Airbnb e Booking.
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Adaptação de escolas públicas em hostels temporários.
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