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Mais de 50 pinguins-de-Magalhães encalham em praias do Sul e Sudeste durante migração

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Mais de 50 pinguins-de-Magalhães encalharam no litoral do Paraná e RJ. Animais foram resgatados por pesquisadores e seguem em reabilitação.
Foto: Reprodução/RPC

Entre os dias 25 de junho e 2 de julho, 52 pinguins-de-Magalhães foram encontrados encalhados no litoral do Paraná. O resgate foi realizado por pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dos animais encontrados, apenas 20 sobreviveram e seguem em tratamento no laboratório da universidade, em Pontal do Paraná.

Segundo os pesquisadores, os pinguins saem da Patagônia, no sul do Chile e da Argentina, e migram em direção à costa brasileira em busca de temperaturas mais amenas e maior oferta de alimento. O trajeto pode se estender até o Espírito Santo e ocorre entre os meses de junho e dezembro.

Foto: Reprodução/RPC

Durante essa longa viagem, muitos animais chegam exaustos, desnutridos e, por vezes, doentes. Quando passam pelo litoral do Paraná, não é incomum que acabem encalhados nas praias. O processo de reabilitação dura, em média, dois meses, e tem como objetivo estabilizar a saúde dos animais e promover ganho de peso antes da devolução ao mar.


Situação semelhante no litoral do Rio de Janeiro

Foto: Instituto Albatroz/ Divulgação

O litoral fluminense também começou a registrar os primeiros encalhes da temporada. Três pinguins-de-Magalhães foram resgatados nas praias de Geribá e da Tartaruga, em Armação dos Búzios, e em Arraial do Cabo, todos com sinais de hipotermia. A ação foi conduzida pelo Instituto Albatroz, que integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras (PMP-BC).

Os animais foram levados ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) da instituição, em Araruama, onde receberam aquecimento controlado, fluidoterapia e medicamentos. Um dos pinguins apresentava desalinhamento no bico, condição que pode comprometer sua capacidade de se alimentar na natureza.

Foto: Instituto Albatroz/ Divulgação

Poucos dias depois, um novo episódio chamou a atenção nas redes sociais: um pinguim-de-Magalhães nadando tranquilamente entre banhistas na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio. O momento foi registrado por um frequentador e rapidamente viralizou.

Apesar da cena, especialistas reforçam a importância de não interagir com os animais. Mesmo aparentando estar bem, o pinguim pode estar desorientado, cansado ou doente. 


Orientações em caso de encalhe

Ao encontrar um animal marinho encalhado — como pinguins, tartarugas, aves ou mamíferos marinhos —, é fundamental manter a calma e seguir algumas orientações para garantir a segurança do animal e das pessoas ao redor:

  • Não tente colocá-lo de volta na água.

  • Evite tocar ou manipular o animal. Eles podem estar feridos, doentes ou estressados.

  • Nunca coloque o animal em baldes com água ou gelo. Muitos já estão sofrendo com o frio ou desidratação.

  • Afaste curiosos e animais domésticos do local.

  • Acione imediatamente uma equipe especializada da região.


Procure o projeto de monitoramento de praias ou órgão ambiental local. Em algumas regiões, há números específicos para resgate de fauna marinha — informe-se e mantenha-os anotados.

O cuidado correto pode salvar vidas e contribuir com a conservação das espécies.
 

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