Salvador deu mais um passo importante para se consolidar como referência no turismo subaquático. Em uma ação coordenada e ecológica, um antigo ferry boat foi afundado de forma controlada no mar do bairro Rio Vermelho, com o objetivo de criar um novo recife artificial e atrair mergulhadores de todas as partes do mundo.
A embarcação, que atuou por décadas na travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica, agora está a cerca de 30 metros de profundidade e a quatro quilômetros da costa, inaugurando um novo capítulo para o turismo e a vida marinha na região. O afundamento faz parte de uma estratégia da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), em parceria com o Inema e a Marinha do Brasil, para fomentar a biodiversidade e desenvolver atividades sustentáveis no litoral baiano.
Esse é o segundo naufrágio planejado realizado na capital. A primeira ação, em 2020, afundou outro ferry boat e um rebocador, que com o tempo, foi coberto por corais e passou a abrigar espécies ameaçadas de extinção.
Além de promover um refúgio para a fauna marinha e estimular pesquisas científicas, os recifes artificiais têm um impacto direto na economia do turismo. “Esses pontos viram verdadeiros atrativos internacionais. Hoje, mergulhadores de vários países vêm a Salvador para explorar naufrágios únicos como esses”, destaca Tania Corrêa, instrutora de mergulho há mais de duas décadas e empresária do setor em entrevista à CNN.
Com fácil acesso e profundidade considerada ideal até mesmo para mergulhadores iniciantes, os novos pontos de mergulho reforçam o potencial da capital baiana para se transformar no maior parque de turismo subaquático urbano do mundo.
Desde a implementação das primeiras ações, a procura por atividades de mergulho na região apresentou crescimento expressivo. Segundo dados da Setur-BA, o aumento chegou a 435% em relação à demanda registrada antes da pandemia.





