
Embora episódios dramáticos como o que aconteceu recentemente no Lago Havasu chamem atenção do público geral, as corridas de lancha nos Estados Unidos são uma tradição antiga — e profundamente enraizada na cultura esportiva do país.
O esporte teve início em 1904, com uma corrida no rio Hudson, em Nova York, que deu origem à famosa Gold Cup. Desde então, a prática evoluiu muito em termos de tecnologia, segurança e popularidade, resultando na criação da American Power Boat Association (APBA), entidade que organiza e regula boa parte dos eventos nos EUA.
Atualmente, a APBA reúne cerca de 5 mil membros, distribuídos em 90 clubes pelo país, promovendo competições para diversos tipos de embarcações e categorias — de iniciantes a modelos de altíssimo desempenho, como os catamarãs de corrida.
Mas o que torna essas corridas tão famosas?
Além da velocidade absurda — que pode ultrapassar 300 km/h em eventos independentes como o Desert Storm — o visual é impactante: barcos com design futurista, motores potentes com milhares de cavalos de potência, e percursos curtos e intensos, demarcados por boias coloridas. Cada detalhe contribui para uma experiência eletrizante, tanto para quem compete quanto para quem assiste.
Outro fator importante é o envolvimento com causas sociais. A própria equipe Freedom One Racing, por exemplo, arrecadou cerca de US$ 20 mil durante o último evento, destinados a instituições que apoiam militares e hospitais.
Apesar de não ser a entidade responsável pela corrida no Lago Havasu, a APBA mantém registros oficiais de velocidade. Seu recorde atual é de 226 km/h, registrado em 2023 por um Super Cat. Já o recorde mundial é do australiano Ken Warby, que atingiu 511 km/h com um hidroplano a jato em 1978 — uma marca que ainda assombra os fãs do esporte.





