O navio-escola Cuauhtémoc, da Marinha do México, se envolveu em um incidente ao colidir com a ponte do Brooklyn, em Nova York, durante uma missão internacional que previa passagens por 15 países e 22 portos. A viagem fazia parte das celebrações pelos 200 anos da independência mexicana.
A bordo estavam cadetes da Escola Naval Militar do México, que participavam de uma etapa prática essencial para a conclusão do curso de formação. De acordo com informações oficiais, 22 pessoas ficaram feridas no acidente, três delas em estado grave.
A embarcação, que zarpou de Acapulco no dia 6 de abril, tinha previsão de retorno ao México em novembro, totalizando 254 dias de jornada — sendo 170 deles em alto-mar. O objetivo da missão era oferecer treinamento de navegação a vela aos cadetes, enquanto representavam o país em diversos destinos ao redor do mundo.
O Cuauhtémoc chegou a Nova York no dia 13 de maio e fazia parte de um itinerário que incluía paradas em cidades das Américas e da Europa, como Kingston (Jamaica), Havana (Cuba), Cozumel (México), Reykjavik (Islândia), Bordeaux e Dunkerque (França), Londres (Reino Unido), entre outras. Ao todo, 277 tripulantes participavam da missão, incluindo 64 mulheres e 213 homens.
Construído em 1982, o Cuauhtémoc é considerado um dos grandes símbolos navais do México. Além de sua função formadora, o veleiro também atua como embaixador cultural, representando a tradição marítima mexicana em eventos internacionais. A embarcação possui 90,5 metros de comprimento e 12 metros de largura.
Apesar do susto, as autoridades seguem investigando as causas do acidente.





