
Foto: Reuters
O ativista canadense Paul Watson, fundador de ONGs como Greenpeace e Sea Shepherd, foi libertado nesta terça-feira (17) após passar cinco meses preso na Groenlândia. Watson estava detido desde julho em Nuuk, capital da ilha, por acusações do Japão relacionadas a um incidente de 2010 com um navio baleeiro no Oceano Antártico.
A soltura ocorreu depois que o Ministério da Justiça da Dinamarca negou o pedido de extradição feito pelo Japão, justificando a decisão pela "natureza e antiguidade do caso" e pela incerteza de que o tempo de prisão seria descontado em uma eventual pena. Peter Hummelgaard, ministro da Justiça dinamarquês, destacou que era essencial garantir que o período de detenção de Watson fosse levado em conta.
Watson, conhecido por suas ações diretas contra a pesca comercial de baleias, comemorou a decisão e afirmou estar aliviado por poder voltar para casa. “Às vezes, ir para a prisão é necessário para defender seu ponto de vista. Essa foi mais uma oportunidade de chamar atenção para a caça ilegal de baleias”, disse ele.
Durante a prisão, Watson enfrentou restrições, como acesso limitado a medicações e contato reduzido com a família. Apesar disso, recebeu grande apoio internacional, com mais de 4 mil cartas de solidariedade, incluindo algumas do Japão.
O governo japonês lamentou a recusa da extradição e declarou que continuará lidando com o caso conforme as leis internacionais. Enquanto isso, a defesa de Watson busca anular o alerta vermelho da Interpol e o mandado de prisão japonês para evitar novos incidentes.
Aos 74 anos, Watson declarou estar ansioso para reencontrar seus filhos e retomar suas atividades de proteção às baleias. “O apoio aqui na Groenlândia foi incrível”, afirmou ele, agradecendo às mensagens de apoio recebidas de todo o mundo.





