
Foto: CBMSC/Reprodução
Uma tragédia abalou a comunidade de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, no último domingo (15). Uma bebê de 8 meses morreu após ser resgatada com vida, depois que o pontoon (embarcação que navega com flutuadores de alumínio) em que estava virou devido a uma tempestade com fortes rajadas de vento. O acidente aconteceu por volta das 13h30 na Praia do Capri, e a morte da criança foi confirmada pelas autoridades após sua chegada ao hospital.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a embarcação havia saído da Marina Porto do Sol, em Joinville, por volta das 10h15, com 18 pessoas a bordo – dentro da capacidade permitida de 23. No entanto, uma tempestade repentina, com ventos fortes e chuva intensa, fez com que a embarcação virasse. A bebê, que estava no colo de sua mãe, desapareceu nas águas. Após cerca de uma hora de buscas, ela foi encontrada com sinais de afogamento e levada de helicóptero para o Hospital Infantil de Joinville. Foi detectado afogamento de grau 6, que provoca parada cardiopulmonar e é considerado o mais grave. Casos de reversão nesse estágio são raros, segundo o Corpo de Bombeiros. Mesmo após atendimento imediato, a criança não resistiu e faleceu.
As autoridades investigam as causas do acidente, e uma das hipóteses mais prováveis é a ocorrência de uma microexplosão atmosférica, conhecida como downburst. Esse fenômeno climático raro é caracterizado por ventos descendentes de alta velocidade, que ao atingir o solo se espalham de forma radial, causando danos significativos. Especialistas explicam que as microexplosões são imprevisíveis e de curta duração, o que dificultou qualquer ação preventiva antes do acidente.
Em entrevista, o capitão Luiz Omar Gabardo explicou que o downburst é um fenômeno difícil de prever, especialmente devido à sua rapidez. O vídeo do momento do acidente, que mostra ventos fortes seguidos de um clima tranquilo, reforça a teoria de que um downburst foi responsável pela tragédia.
Em nota, Gean Schneider, que estava atuando como comandante na embarcação, se solidarizou com a família da bebê e com todos os envolvidos nesta tragédia. "Como comandante, permaneci a bordo durante todo o incidente, prestando auxílio aos bombeiros e às autoridades locais para garantir a segurança de todos, dentro dos limites impostos pela fatalidade. O ocorrido foi provocado por um fenômeno imprevisível, que impossibilitou qualquer ação preventiva", declarou.
A Compre Náutica se solidariza com todos os envolvidos nesta tragédia, em especial com a família da bebê, única vítima fatal do acidente.





