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Tamara Klink deixa o Veleiro Sardinha-2: “Desaprendi a ter água corrente”

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Tamara Klink se despede do veleiro Sardinha-2 após três anos de vida no mar. A navegadora, pioneira no Ártico, reflete sobre suas experiências e planos de reencontro com a família.

Tamara Klink deixa o Veleiro Sardinha-2: “Desaprendi a ter água corrente”

Foto: Divulgação/instagram

Tamara Klink, conhecida por suas expedições desafiadoras, anunciou sua despedida temporária do veleiro Sardinha-2, que foi sua casa nos últimos três anos. Em entrevista à revista Glamour, Tamara revelou que, após suas aventuras solitárias no Ártico, onde passou meses presa no gelo, é hora de voltar à terra firme para visitar a família no Brasil e na França.

Tamara, a primeira mulher a enfrentar o rigoroso inverno no Ártico sozinha, relembrou a importância emocional do veleiro que a acompanhou em sua jornada de autossuficiência e superação. "Desaprendi a ter água corrente, chuveiro, tomada e cadeiras que saem do lugar", compartilhou, ressaltando a conexão íntima que desenvolveu com o barco durante o tempo em que viveu em condições extremas.

Além de suas façanhas, como ter sido a brasileira mais jovem a navegar da França ao Brasil em solitário, Tamara agora se prepara para um breve retorno à vida em terra antes de planejar sua volta para a Groenlândia, sua "casa" nas últimas aventuras. Em suas palavras emocionantes, ela menciona o carinho pelos groenlandeses que a ajudaram a enfrentar os desafios e o reencontro com sua avó, que está prestes a completar 90 anos.

Tamara Klink deixa o Veleiro Sardinha-2: “Desaprendi a ter água corrente”

Foto: Divulgação/instagram

Além de sua emocionante despedida do Sardinha-2, Tamara Klink reflete sobre as lições aprendidas durante seus anos no mar, onde a vida à bordo lhe ensinou a resiliência e a autossuficiência. Ao longo de sua jornada, ela também enfrentou a solidão e os desafios da vida em um ambiente hostil, o que a moldou como navegadora e como pessoa. A jovem aventureira expressou sua gratidão pela hospitalidade dos groenlandeses e ressaltou o impacto que essa experiência teve em sua vida, afirmando que a conexão que formou com o lugar e as pessoas foi fundamental para sua jornada. Enquanto planeja visitar sua família e amigos, ela se prepara para um novo capítulo, mantendo sempre viva a paixão pela navegação e as memórias da vida no mar.

 

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