O cirurgião plástico tinha como objetivo receber indenização ou valor de seguro

O cirurgião plástico Wilian Pires, conhecido como ‘Médico dos Famosos’, foi condenado pela Justiça do Distrito Federal por estelionato e associação criminosa. Além dele, mais quatro pessoas também foram condenadas após serem alvos de uma operação da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais, por fraude que envolviam simulações de acidentes de embarcações e automóveis. A Justiça determinou pena de 2 anos de reclusão e multa que foi substituída por pena privativa de direitos.

Foto: Reprodução/Médico ao lado da influenciadora Virginia, uma de suas pacientes.
Fábio Avelar, diretor da Brancante Seguros, enfatiza que, do ponto de vista técnico, o incêndio sem dúvida tem sido o principal vilão nas ocorrências de sinistros, com causas variadas, como a falta de manutenção das embarcações. “Outros fatores que contribuem muito com esse tipo de acidente são as instalações de equipamentos como churrasqueiras elétricas e aparelhos de som de alta potência quando instalados de forma amadora, sem que haja um dimensionamento adequado no chicote elétrico da embarcação, sem dispositivos de segurança em caso de sobrecarga, e pior, gasta-se muito com acessórios e muito pouco ou quase nada com sistemas de combate a incêndio”, completa.
LEIA TAMBÉM
Você precisa saber disso para uma navegação mais segura
Seguro Náutico: saiba como funciona
Em 2019, Wilian comprou uma lancha por R$ 850 mil e contratou um seguro de R$ 2 milhões. Pouco mais de um mês após a compra, a embarcação de 50 pés pegou fogo, fazendo com que ele recebesse R$ 1,2 milhão. Entretanto, após a perícia e análise, a polícia descobriu que o incêndio começou de cima para baixo, o que sugere ação intencional. O caso ocorreu no Lago Corumbá, em Caldas Novas (GO).
No caso específico do médico, Fábio Avelar aponta que, apesar de ter sido considerado um “profissional” em fraudes, de fato deixou a situação mais fácil para a perícia, pois raramente se vê embarcações incendiadas em áreas superiores como o Fly Bridge.
Modus Operandi
Para o crime, o médico e seus comparsas seguiam o mesmo modo. Eles compravam veículos e embarcações que já apresentavam avarias ou mau estado de conservação, devido a facilidade em adquirir esses bens por valores inferiores. Após a compra, o seguro era contratado com cobertura total para possíveis acidentes.
O local também era previamente analisado com cautela pelos criminosos, que escolhiam uma localização com pouco movimento de pessoas e de madrugada, no caso de colisões entre os automóveis. Já para as embarcações, um incêndio era iniciado.
.jpg)
“A verdade é que, a cada dia que passa, essa prática se torna mais difícil. As exigências para se fazer um seguro estão maiores. A regulação de sinistros em caso de incêndios e naufrágio não é mais acompanhada apenas por um perito, normalmente são duas empresas contratadas, além de uma terceira que atua em caso de abertura de sindicâncias. Em suma, novamente o ditado se faz presente: os bons sempre pagam pelos maus, ” conclui Fábio.
LEIA TAMBÉM
O que é endosso no seguro náutico?
DPEM: entra em vigor o retorno do seguro obrigatório para embarcações





