No dia 18 de junho de 2023 o submersível Titan, com cinco pessoas a bordo, desapareceu no Oceano Atlântico durante uma expedição para observar os destroços do Titanic. Em 22 de junho, autoridades e a empresa OceanGate, proprietária do Titan, informaram que houve uma implosão e todos os passageiros morreram.

Foto: Divulgação/OceanGate
A empresa é investigada pela Guarda Costeira dos EUA que apura as circunstâncias do incidente. Em agosto de 2023, um novo CEO foi anunciado, o banqueiro Gordon A. Gardiner. Até o momento, a empresa não foi responsabilizada judicialmente pelas mortes.

"A OceanGate suspendeu todas as operações comerciais e de exploração". Mensagem no site oficial da empresa, inativo desde a tragédia.
Afinal, o que aconteceu com o submarino?
Uma simulação conduzida por Ronald Wagner, doutor em Engenharia e especialista em flambagem de estruturas de paredes finas, ilustra a cronologia do colapso do Titan. De acordo com Wagner, os destroços do Titan se espalharam pelo oceano em apenas 13,495 milissegundos. Assim, nenhuma das vítimas teve tempo de sentir dor.
"Nosso cérebro necessita de 13 milissegundos para processar as informações visuais", explicou Wagner. "Mas, como mostrado na simulação da implosão do Titan, após 13 milissegundos, a pessoa já estaria morta há 10 milissegundos".
Embora tenham falecido instantaneamente, segundo o estudo de Wagner, os tripulantes perceberam sinais de que algo estava errado. A estrutura teria emitido altos rangidos e estalos antes do colapso, e sistemas de monitoramento e sensores no casco teriam disparado alarmes indicando uma falha iminente, conforme reportado pelo site "engineering.com".
A implosão do Titan matou o magnata britânico Hamish Harding; o ex-comandante da Marinha francesa, Paul-Henri Nargeolet; o CEO da OceanGate Expeditions na época, Stockton Rush; e o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman.
Em outubro de 2023, engenheiros de segurança marítima haviam recuperado diversos destroços do Titan e alguns continham “supostos restos humanos”. Tudo o que foi encontrado foi enviado para análise por profissionais médicos dos EUA.
Animação em 3D, postada na página da empresa Starfield Studio.
Relembre o caso Titan
A empresa OceanGate oferecia uma expedição, no valor de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,2 milhão), para observar os destroços do navio Titanic, que afundou no dia 15 de abril de 1912.
Horas após o submarino submergir no Oceano Atlântico, surgiu a notícia do desparecimento e as buscas iniciaram com apoio de autoridades norte-americanas e canadenses. Dois dias após, em 20 de junho, um avião das Forças Armadas do Canadá captou ruídos semelhantes a batidas na região onde ocorriam as buscas.
Em seguida, um navio de pesquisa francês, com o auxílio de sondas de profundidade, encontrou os destroços. No dia 22 de junho, as mortes foram confirmadas devido a uma implosão.
No dia 14 de junho deste ano, a Guarda Costeira dos EUA informou que deve estender as investigações sobre o ocorrido por tempo indeterminado.





