Vem aí um espaço totalmente online para aprendizado náutico com especialistas de todo o Brasil. Fique Ligado!

Tragédia em capitólio: seria possível evitar?

Resumo | Linha Fina do conteudo

Ver resumo
A tragédia em Capitólio evidenciou pontos importantes em relação à segurança dos passeios na região! Veja mais sobre isso aqui.

Imgem de capa: Imagem do dia anterior mostram que caiu em capitólio. Crédito: Herbet Claros

 

A tragédia em Capitólio, em Minas Gerais, no último dia 08 de Janeiro, infelizmente teve 10 vítimas fatais e 32 pessoas feriadas ao total. O acidente ocorreu quando uma rocha se desprendeu e acabou tombando por cima das lanchas de passeio que estavam no local. 
O acidente evidenciou questões que estão relacionadas com a segurança, dos passeios e do posicionamento dos órgãos reguladores, em relação às fiscalizações e normativas para evitar cenários como o ocorrido. 
A perícia está em andamento, mas inicialmente foi possível concluir que o motivo principal do desabamento foi devido a uma tromba d’água, já que naquele formação, havia uma cachoeira natural. 

 

Fonte folha UOL
Fonte: Folha de S Paulo UOL – Tragédia em Capitólio – MG 


Como tudo aconteceu na tragédia em Capitólio? 
A rocha desabou na hora do almoço, por volta de 12h, no momento em que várias lanchas estavam fazendo o passeio tradicional pelo Lago de Furnas, na localização do cânion. Houve um alerta emitido pela Defesa Civil sobre as chuvas intensas na região. 
E sobre o risco da formação de trombas d’água na região, que é um fenômeno natural meteorológico onde os ventos da região formam um funil na água, e que quando aliada à erosão do cânion potencializam a força da queda d’água, promovendo um aumento inesperado. 
As autoridades locais classificaram o fato como uma tragédia que não poderia ter sido evitada, já que foi uma fatalidade devido aos eventos naturais. No entanto, de acordo com fotos que foram recuperadas, desde 2012 havia evidências de erosão avançada, elevando o risco de deslizamentos no local. 
A região é conhecida pela sua beleza, e por ter recebido carinhosamente o apelido de “Mar de Minas”, os passeios que ocorrem em Capitólio movimentam a economia local. Por final de semana, em média, são 4.000 pessoas que visitam o local, e em alta temporada (no verão), pode chegar até a 20.000 pessoas por final de semana. 
No entanto, os especialistas indicam que existe a necessidade de acompanhamento constante e de avaliações rotineiras para analisar o risco geológico no entorno das formações rochosas, já que elas se transformaram em destino turístico. 

 

Quais são os órgãos/empresas responsáveis pelo Lago de Furnas?
A região onde está localizado o lago, consta como propriedade de Furnas, que é uma subsidiária da Eletrobrás. No entanto, o Estado de Minas Gerais é quem é responsável pela propriedade, local onde aconteceu a tragédia em Capitólio. Em 2020, o local foi tomado como patrimônio público e histórico. 
A concessão do título foi feita através de uma PEC – Projeto de Emenda Constitucional, que teve aprovado da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. 
Dessa forma, a responsabilidade de fiscalização e regulação da região ficaria a cargo da Prefeitura local da cidade, e também da Marinha do Brasil. Isso porque, de acordo com a Constituição Federal, a Marinha tem autoridade sobre os corpos d’água no Brasil. 


Quais são as legislações vigentes para assegurar a segurança no local? 
Em 2019, a Prefeitura da região sancionou uma Lei que permite que as empresas privadas atuantes no segmento do Turismo atuem com liberdade no lago, a partir da solicitação e liberação de uma autorização. 
Além disso, nessa Lei está previso que as empresas devem coibir o banho na região dos cânions, e que a permanência não passe de 30 minutos no local, e certificar de limitar a quantidade de lanchas simultaneamente na região, onde o limite estabelecido é de 40 lanchas de forma simultânea. 
No entanto, a Lei não faz nenhum tipo de menção para situações como a última ocorrida na região! Além de não ter medidas mais rígidas sobre preservação e conservação do local, já que é considerado como patrimônio e a cidade se sustenta a partir do Turismo. 


Como as empresas de Turismo atuam na região e quais são as medidas de segurança nos passeios após a tragédia de Capitólio? 
As empresas de Turismo além de seguir com as orientações propostas em Lei, seguem as regras náuticas, para garantir a segurança dos passageiros ao longo dos passeios, como: 
Manutenção preventiva nas lanchas;
Tripulação experiente; 
Respeito à lotação máxima por embarcação; 
Disponibilização de coletes salva-vidas para todos os embarcados; 
Evitar manobras agressivas ao longo do passeio. 
Além disso, as empresas atuam com profissionais experientes, para identificar mudanças climáticas que possa colocar a tripulação embarcada em risco. Todas as medidas para que o passeio possa acontecer de uma forma bem tranquila e agradável para todos os envolvidos. 
O alerta dado pela Defesa Sanitária no dia do acidente não proibiu o acesso ao local, e nem indicou riscos de desabamento, pelas constantes chuvas na região, os passeios foram mantidos, de acordo com a liberação dos órgãos reguladores. 


Conclusão
É necessário aguardar a conclusão da perícia realizada pelos órgãos responsáveis sobre a tragédia de Capitólio. No entanto, é necessário que medidas mais rígidas sejam tomadas para acompanhar a erosão no local, e se for necessário, reduzir a frequência dos passeios na região, evitando colocar mais pessoas em risco, até ter um panorama completo sobre os riscos da região.  

 

 

Confira outras Noticias relacionadas

Dia Mundial do Rock: os iates e superiates que conquistaram as lendas da música

De Billy Joel a Jon Bon Jovi, astros do rock e da música internacional mostram que a paixão pelo mar vai muito além dos palcos.

Remada Viking: o legado náutico que conquistou a Copa

A comemoração da torcida da Noruega vai muito além do futebol e resgata séculos de tradição marítima dos lendários navegadores vikings.

Azimut Yachts aposta no Brasil e destaca Azimut 25 Metri como símbolo de inovação e luxo nacional

Em entrevista exclusiva, Carlo Sisto fala sobre os 26 anos da Azimut no Brasil, os investimentos no estaleiro de Itajaí, a geração de empregos e os diferenciais da Azimut 25 Metri.

Iate de Neymar pode ultrapassar R$ 150 milhões e movimenta o mercado náutico

O novo iate de Neymar combina heliponto homologado, projeto exclusivo, refit completo e tecnologia de alto padrão, consolidando-se entre as embarcações particulares mais sofisticadas do Brasil.

 

Morre Raquel Schaefer, cofundadora da Schaefer Yachts e referência da indústria náutica brasileira

Executiva participou da criação do estaleiro há 35 anos e teve papel importante na gestão e expansão da empresa no mercado nacional e internacional.